quinta-feira, 22 de abril de 2010

LENDA DO GALO DE BARCELOS
Ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade, anda associada a curiosa lenda do galo. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.

Lenda dos Sete Ais

Esta é uma lenda estranha que está na origem do nome de um local do concelho de Sintra e que remonta a 1147, data em que D.Afonso Henriques conquistou Lisboa aos Mouros. Destacado para ocupar o castelo de Sintra, D. Mendo de Paiva surpreendeu a princesa moura Anasir, que fugia com a sua aia Zuleima. A jovem assustada gritou um "Ai!" e quando D. Mendo mostrou intenção de não a deixar sair, outro "Ai!" lhe saiu da garganta. Zuleima, sem lhe explicar a razão, pediu-lhe para nunca mais soltar nenhum grito do género, mas ao ver aproximar-se o exército cristão a jovem soltou o terceiro "Ai!". D. Mendo decidiu esconder a princesa e a sua aia numa casa que tinha na região e querendo levar a jovem no seu cavalo, ameaçou-a de a separar da sua aia se ela não acedesse e Anasir deixou escapar o quarto "Ai!". Pouco depois de se instalar na casa, a princesa moura apaixonou-se por D. Mendo de Paiva, retribuindo o amor do cavaleiro cristão que em segredo a mantinha longe de todos. Um dia, a casa começou a ser rondada por mouros e Zuleima receava que fosse o antigo noivo de Anasir, Aben-Abed, que apesar de na fuga se ter esquecido da sua noiva, voltava agora para castigar a sua traição. Zuleima contou a D. Mendo que uma feiticeira lhe tinha dito que a princesa morreria ao pronunciar o sétimo "Ai!". Entretanto, Anasir curiosa pela preocupação da aia em relação aos seus "Ais", exprimiu o quinto e o sexto consecutivamente, desesperando a sua aia que continuou a não lhe revelar o segredo. D. Mendo partiu para uma batalha e passados sete dias foi Aben-Abed que surpreendeu Anasir, que soltou o sétimo "Ai!", ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria no peito. Enlouquecido pela dor, D. Mendo de Paiva tornou-se no mais feroz caçador de mouros do seu tempo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

S. Jorge e o dragão

S. Jorge era um oficial romano que estava aquartelado naquela região. Todos os dias mandavam os seus soldados dar de comer aos cavalos na “fonte dos vales”. Mas aparecia um dragão que comia os cavalos; soldados ficavam com medo de serem mortos e não criam ir para lá. Para acabar com este martírio, S. Jorge dirigiu-se à fonte, deu de beber ao seu cavalo e quando o dragão surgiu, matou-o com a sua lança.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Lenda da cabeça da velha

Esta lenda conta que na serra da peneda vivia Leonor, uma jovem bela e rica, que esta sob a tutela do tio. Leonor tinha um amor secreto com D.Afonso. Eram ajudados por uma aia chamada Marta. Esta jurava-lhes fidelidade e disse que se algum dia contasse a alguem que era transformada em pedra. Um dia D.Afonso entregou a Marta uma carta para Leonor. Passou o cruel tio de Leonor e obrigou a velha aia a contar tudo. Os jovens iam-se encontrar na serra da peneda, mas o tio de Leonor decidiu surpreende-los para os matar. Marta acompanhou Leonor e ficou a vigiar o local. Estavam os dois a trocar juras de amor, ouviram barulho e foram ver o que se passava. Encontraram a Marta transformada em pedra, pois tinha-os traído. Os dois fugiram para galiza e tiveram fortunas.
Anos depois foram ao local onde Marta ficou em pedra para verificar se era verdade. O povo chamou-lhe então "Cabeça da velha". Os dois apaixonados para agradecer a Marta, mandaram fazer uma capela junto á cabeça da velha.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Resumo da lenda: “Milagre das rosas da Rainha Santa D. Isabel de Aragão.

A mulher de D. Dinis, a Rainha Santa Isabel ocupava o seu tempo a tratar dos doentes e a distribuir esmolas pelos pobres.
Seu marido D. Dinis, já irritado por ela andar sempre junto dos mendigos, proibiu-a de dar mais esmolas. Certo dia, este vê sua esposa a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou que levava escondido por baixo do manto. Ela responde ser rosas, o rei desconfia pois não é hábito haver rosas em Janeiro, ela rebaixa os olhos e abre o manto, e o pão transforma-se em rosas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tipos de Lendas

Podemos identificar alguns tipos de lendas:

a) Lendas religiosas – são narrativas cristãs onde Jesus Cristo e Maria intervêm na vida dos humanos.

b) Lendas mitológicas – são contadas em certas localidades e abordam factos que, segundo o povo, tiveram intervenções do diabo, de fantasmas, de gigantes, de bruxas, de sereias, de feiticeiras ou de monstros.

c) Lendas históricas – referem-se a personagens da História de um país, locais ou monumentos históricos. Por vezes, são contadas de uma forma exagerada, extraordinária e simbólica (como por exemplo, a lenda da Padeira de Aljubarrota).

d) Lendas etimológicas – são aquelas que estão na origem de nomes de povoações ou lugares (como por exemplo a lenda da Ilha da Madeira).

e) Lendas de mouros – estão associadas ou à morte ou à prosperidade. Na acção quase sempre as mouras aparecem a pentear-se ao luar com um pente de ouro. Estas lendas retratam a época da ocupação árabe da Península Ibérica.

f)
Lendas Urbanas - são pequenas histórias de carácter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, por e-mail ou pela imprensa e que constituem um tipo de folclore moderno. São frequentemente narradas como sendo factos acontecidos a um "amigo de um amigo" ou de conhecimento público.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mito - [do grego antigo μυθος ("mithós")] é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O mito procura explicar os principais acontecimentos da vida, os fenómenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis (todas elas são criaturas sobrenaturais). Pode-se dizer que o mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito)
Lenda - é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.

De carácter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam factos reais e históricos com factos irreais que são meramente produto da imaginação humana.

Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos dizer que Lenda é uma degeneração do mito. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida em que vão sendo recontadas.




(http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda)